sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

               "Bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor." 
                                                       (Hamilton Wright Mabi) 


 Chegou! Chegou! Finalmente, chegou! Mas afinal, que dia é este que todo um mundo se une em uma celebração, indiferentes a cor, a religião e a opção? Que dia é este que uma força invade nossos corações, nossas casas, despertando uma irmandade, um amor a vida e as pessoas? Que dia é este, em que tudo fica mais bonito, em que as ofensas, as injustiças, se rendem ao poder da união? Que dia é este que a milhões de anos nascia a esperança de uma humanidade? Que dia é este, que reforça a certeza, de que vale a pena viver, e viver muito, ao lado de quem se ama? 


Ah, já chegou o natal! Nós da família Sobrado, desejamos a todos vocês, um fantástico natal!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Estrada Real, caminho das artes!


Percorrer Minas Gerais e os caminhos que perpassam à Estrada Real é vivenciar a história de um povo através da arte. Reconhecer o talento de pessoas simples que, com suas obras, retratam o valor social e cultural presentes na diversidade e no encantamento de ser mineiro. Bronze, sucata, juta, pedra sabão, madeira, biscuit, cabaça, entre outras matérias-primas retratam a arte dos trechos que foram, durante anos, as únicas vias autorizadas de acesso à região das reservas auríferas e diamantíferas.

Mas, afinal, o que é Estrada Real?





Pelos pés incansáveis dos índios e os facões afiados dos bandeirantes foi aberta há mais de trezentos anos uma estrada ligando o litoral ao interior de Minas Gerais, por onde circulavam o ouro extraído da região e as mercadorias que a abasteciam, deu origem à Estrada Real.
Construída no final do século XVII, a Estrada Real foi instituída como rota oficial da Coroa Portuguesa, garantindo mais rapidez ao abastecimento e escoamento  da produção da Região mineradora e possibilitando uma melhor cobrança e fiscalização das riquezas extraídas, com finalidade de coibir o contrabando. Por esse motivo registros de controle foram instalados em locais estratégicos, consolidando três grandes eixos Paraty e Ouro Preto; o Caminho Novo, entre o Rio de Janeiro e Ouro Preto; e por fim, o Caminho dos Diamantes, entre Ouro Preto e Diamantina.
Com a conclusão do Caminho Novo e de sua variante, a partir de 175, o Caminho Velho, embora continuasse em uso, viu decair significativamente o movimento de cargas, mercadorias e pessoas.




Hoje, o principal fator econômico da Estrada Real é o turismo com mais de 1 400 quilômetros de estradas cercadas por regiões que reúnem as condições ideais para a prática de canoagem, escalada, mountain bike e muitos outros esportes ligados à natureza; e o artesanato, que é uma das principais atividades econômicas e de movimentação de renda, sendo responsável pelo sustento de muitas famílias. São diversos artefatos das mais diferentes matérias primas.
 A estrada possui um dos mais ricos e exuberantes artesanatos do País, que leva milhares de pessoas ao turismo e ao encantamento com obras deslumbrantes.
Uma Estrada, enfim, repleta de encantos, de turismo e esportes, de natureza bela, de arte, de histórias e exemplos, e mais um orgulho para o nosso país.


Os artesanatos da Estrada Real enchem de cor o nosso espaço. O Sobrado, afinal já realizou uma exposição com este tema. Além disso, cativa obras tão excitantes que vão do bronze à cabaça e as disponibiliza à venda.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Vale do Jequitinhonha - Mestre Ulisses Pereira Chaves

"O lugar onde trabalho é um santuário, aqui acontece um milagre, um mistério, as peças vão nascendo, tem aqui coisas invisíveis, uma espécie de respiração que existe. Quem entrar aqui,se ficar descalço por mais de uma hora, não dormir e se for atento, aprende, vira artista. Criar, puxar oxigênio e energia. O corpo, os pés andando na terra, puxam esta energia, que faz fazer as peças. Eu tiro energia das estrelas, da terra. Sem animal e sem planta a energia vai se perdendo" 
                                                         (Mestre Ulisses)
 
Certamente, Ulisses Pereira, é o mestre ceramista mais famoso e respeitado da região do Vale.  Foi o homem pioneiro a trabalhar com o barro, apesar de estar numa longa linhagam matriarcal de paneleiras. Tendo uma infância na roça, já naquela época, sintia uma atração pelo barro, que era sua fonte de brincadeiras. Criava vaquinhas, bois, patos e marrecos, e tudo que sua sabedoria de interior permitia. Crescendo na pura humildade, Ulisses não teve oportunidade de estudos. Produzia peças juntamente com sua família e equilibrava com o duro trabalho nas lavouras. Assinava suas peças com as iniciais U.P, pelo fato do analfabetismo.

Apesar de ter sido um homem, que não sabia ler, nem escrever, mestre Ulisses, conhecia mais. Conhecia os mistérios da natureza, do canto dos passáros, da luz, da lua, do verde das árvores,conhecia o mundo que ninguém jamais viu. Sua imagem nunca foi divulgada, porque ele não tirava fotos. Porém algumas entrevistas, rarissímas, revelam o homem fantástico que ele era. Ulisses não só utilizava o barro, ele conversava, cativava e agredecia a terra. Dizia que tudo era vivo, "a terra é viva, a montanha é viva, o barro é vivo, o fogo também é". Sua obra é baseada em figuras místicas, surreais, onírica, inspiradas no seu conhecimento de um mundo repleto de energias.

Será difícil encontrar pessoa tão sábia, tão magnífica, quanto o grande Mestre Ulisses Pereira Chaves, que deixou esse mundo repeleto de mistérios, como ele acreditava, em 28 de dezembro de 2006, aos 84 anos, mas deixou sua rica experiência de obras, com vida no barro, em mãos tão habilidosas de suas decendentes.  


Os raros depoimentos de Ulisses, que foi concedido em 1989 a César Aché, confirmam sua inteligência do mundo:

"Na Lua minguante, às vezes fica fraco, na lua nova, a energia é demais, as peças explodem, estalam"

"Trabalho com qualquer barro, converso com ele e a peça sai. Se o barro está fraco, ele fala, diz para onde vai, de onde vem. A Lua domina o barro"

"É um dom de nascimento, conversar com as coisas invisíveis, aprendi com Deus; também tenho meu mistério. Difícil é conversar com o Sol, fiquei andando de um lado para outro até conseguir. Só converso com ele quando passa uma nuvem na frente

O Sobrado admira este artesão tão sábio, e na nossa loja está a venda peças de seu legado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vale do Jequitinhonha - Mestra Isabel

"Cabe a mulher a cerâmica, pois a argila de que são feitos os potes é fêmea
              como a terra e, em outras palavras, tem alma de mulher"  (Lévi-Strauss)


Situado no Norte de Minas Gerais, abraçada com o Nordeste, o Vale do Jequitinhonha é uma das regiões mais pobres do país. Terra de sol escaldante, de gente simples, guerreira, que combatem a sua própria sobrevivência; de cultura cativante de índios a negros; de belezas naturais exitantes; lugar com sutaque de baiano; de exemplos a serem seguidos; terra seca onde o rio do Jequitinhonha jorra a água da esperança, e a luta de um povo valente.

Entretanto, não há nada mais belo nessa mesorregião, formada por 51 municípios, do que sua gente. Não há palavras que descrevam, tamanha garra desse povo de fibra. Este povo tão criativo e ilusitano,  há algum tempo descobriu como um dom, a forma mais magnífica de sustento, o artesanato. Homens e mulheres, tranformam o barro, com mãos de artista, e genialidade de mestres, em cerâmicas de tamanho explendor.


Uma das figuras mais respeitadas do Vale, é a fantástica Mestra Isabel. Aos 86 anos de expêriencia, Dona Isabel, foi uma das primeiras bonequeiras do Jequitinhonha. Filha de uma louçeira, ela passou sua infância com o desejo de ter uma boneca, ficava horas imaginando como seria aquele brinquedo tão desejado. Insatisfeita  com essa situação, usou toda a sua criativida, e como Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, Dona Isabel descobriu seu instrumento de fascinação: o barro. Enfim, resolveu seu problema, sua angustia, criou uma boneca, da sua maneira.

Anos depois já casada e depois viúva, Dona Isabel, no esforço de criar seus filhos, fugindo das dificuldades de ganhar o pão de cada dia no trabalho na roça, passou a produzir potes, travessas, figuras de presépios, que eram vendidas nas feiras da região em Padre Paraíso, Itinga, Itaobim e Santana do Araçuaí.  Em entrevista à pesquisadora Mello e Souza, Isabel  conta que sentia grande prazer em fazer uma peça bem feita, e que "o povo tinha era um encante quando eu fazia... aquelas coisas mais bonitas, aqueles galinhos e presépios..."

Após um longo tempo, quando tinha 44 anos, Dona Isabel foi plantando seu reconhecimento no Brasil e no mundo, através de suas mais nobres criações, suas encantadora bonecas. Vindas, suponho,  de uma grande nostalgia do seu passado, se revelou um trabalho inspirado em  imagens representando o povo da região em noite de gala, especialmente mulheres, em diversas situações especiais do cotidiano: Noivas vestidas de branco com arranjos e buquês, noivos elegantemente vestidos com terno e gravata, madrinhas, grávidas amamentando, preparativos para festas, procissões.  Um sonho alimentado pela aquela gente, que em toda sua pobreza, se idealiza com o luxo e glamour. Em seu trabalho, Dona Isabel não utiliza tinta e sim uma técnica a base de mistura de água e barro. 

Aquela simples mulher, mãe de muitos filhos, guerreira de sobrevivência, com o passar dos anos foi valorizando seu trabalho cada vez mais. Em 2004 Dona Isabel ganhou em 1º lugar o prêmio UNESCO de artesanato concorrendo em toda a América Latina e Caribe. Hoje quem quer adquirir suas bonecas tem que pagar uma fortuna e entrar numa enorme fila.
Bem, hoje, Dona Isabel, só merece o nosso respeito e a nossa admiração.
 

 
Esta é a boneca que ganhou o prêmio internacional da UNESCO
Dona Isabel não para, além de produzir peças ainda repassa o seu legado para novas e novos artesãos. O Sobrado admira esses artesãos de fibra do Jequitinhonha e disponibiliza a venda várias peças destas grandes figuras.

OBS.:Vamos postar sobre novos artistas do Vale! Aguarde!



Superação com arte!



Cada dia mais as pessoas conseguem superar suas dificuldades através de meios ilusitados, que despertam a recuperação, de problemas anteriormente impossíeis, como o vício de drogas, bebidas alcólicas, batalha contra o preconceito, seja pelo racismo, seja pela homossexualidade. Hoje também podemos perceber superações através da arte:

Seu nome era José. Belo e bom, educado e prestativo. Aos 18 anos, entrou no mundo das drogas. Sob o efeito delas, transformou-se, saía à noite e voltava na madrugada, dopado, ofendia a todos, não deixava ninguém dormir, era o inferno na casa. A família fazia de tudo para tirá-lo dessa situação. A mãe rezava intensamente por sua conversão. José teve duas mulheres: a primeira morreu atropelada; a segunda, mãe de de seu único filho, foi assasinada. Em 1996, José descobriu que era portador de HIV, e começou a fazer uso de coquetel de medicamentos. Seu corpo enfraquecia. Foi deixando as drogas. Frequentou alguns centros de recuperação de drogados, em Campinas - SP. Aprendeu a fazer artesanato e pintar, usou essa habilidade, como forma de estímulo para viver e não abandonar tudo aquilo que havia conquistado. Fez várias exposições e vendia suas obras. Estava arrependido, agradecia o apoio da família. Queria viver, cuidava da aparência, ia a missa dominical, mas era alvo de várias doenças, devido sua baixa imunidade. Foi internado, consciente, na noite de 23 de junho de 2008, com insuficiência respiratória. Faleceu algumas horas depois. A mãe agradece a Deus pelos últimos quatros anos: porque sua preces foram ouvidas, e porque seu filho mudou de vida!


Essa história é baseada em fatos reais.
O Sobrado acredita e apoia a arte como forma de superação!

sábado, 4 de dezembro de 2010

A arte de ensinar!

      "A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender"
                                                (Albino Teixeira)

Já no nosso primeiro instante de vida,  já ganhamos uma importante missão: aprender. Aprender os mistérios, os facínios da vida e do mundo em que o destino nos dá, naquele exato momento, na mesa de parto. Aprender o mundo nos primeiros meses de vida: o verde das árvores, a calma da água escorrendo lentamente no leito do rio,  descobrir os custumes da humanidade, aprender a falar, andar, tudo com a nossa própria capacidade.  
Mais tarde aprendemos a nos expressar, expressar nossas necessidades, nossos desejos com o apoio de nossos eternos protetores, que são nossos pais.  A escola surgi em nossas vidas, como um berço do aprendizado,  lá nos aventuramos desde do ler e escrever até os mais cabulosos cálculos de álgebra. Enfim, conquistamos a independência, e trilhamos a nossa vida, que se torna uma eterna aprendizagem de valores e conceitos. 


 O homem criou ao longo de sua evolução, uma das mais fantásticas habilidades, que surgiu como um dom. O dom da arte, do artesanato. Uma das mais comoventes formas de expressar, toda a alma de um autor, em sua obra prima, moldada no ferro, na madeira, na palha, e principalmente a base de toda a sua genialidade. 
Pensando em ensinar a mais nobre das habilidades humanas, o Sobrado ensina diversas técnicas para você aprender a criar. E oferece cursos a toda comunidade apreciadora do artesanato e que tem o desejo de expressar essa fascinação em obras, com sua própria autoria. Todos tem um artesão guardado em si! 


Nossas alunas são um orgulho para nós,  pelo menos uma vez por semana vem dedicar toda a sua alegria ao nosso espaço, e toda a sua criatividade em suas magníficas peças. No final do ano é o momento mais esperado por elas, que têm o prazer de expor suas obras na nossa mostra de natal.  Algumas estão a venda, então aproveitem!
Estamos na nossa quarta Mostra de Natal, ela vai do dia 13/11 ao dia 26/12.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

As crianças e os idosos...

Cada vez mais a população de idosos do nosso país cresce, com o passar de anos e com a melhoria de vida da nossa sociedade.  São pessoas que ajudaram a construir nossa nação, que possuem sabedoria de uma jornada de conquistas e derrotas e são exemplos de vida para cada um de nós seguirmos.  Não temos mais aquela estúpida ideia de que envelhecer é o sinônimo de estar morrendo, mas sim de viver intensamente, com vitalidade e alegria nos  últimos anos de sua vida.  Claro, ficar velho pode trazer alguns problemas e algumas dificuldades, mas nada que o amor a vida  não supere. 
Porém ainda existe na nossa sociedade um grande preconceito com a terceira idade.  São jovens, criaças e adultos, que definem os idosos, como pessoas incapazes e sem utilidade.



Preocupado com este preconceito de algumas pessoas, o Sobrado lançou um projeto no mês de outubro que visa a interação entre gerações.  A ideia surgiu exatamente pelo fato do mês de outubro, ser o mês da criança e também, para quem não sabe, do idoso.
O grupo de memória do Sobrado foi acionado, formado por 4 simpáticas senhoras e comandado pela instrutora Renata. Elas preparam uma pequena peça de teatro cujo o tema foi a Cigarra e as Formigas, uma adaptação sensacional, do nobre autor Monteiro Lobato, que com toda a sua genialidade, dá um final feliz a peça, dando uma moral de solidariedade, bondade e piedade.  Depois de exaustos e divertidos ensaios, a peça estava pronta, com toda a dedicação e entusiasmo das atrizes. Então nasce o projeto, nós convidamos escolas públicas para passarem uma tarde conosco e com nossas idosas. O teatro foi um sucesso!


Da esquerda para direita: Maria (81 anos), Conceição (84 anos), Lea (70 anos) e Ruth (86 anos). 
As crianças ficaram fascinadas com a peça. Depois bateram um longo papo com as vovós, elas debateram sobre suas infâncias, uma viagem pelo tempo, da modernidade a antiguidade, tudo com gostinho de saudade, lembranças que nem o tempo foi capaz de apagar. Os jovens ficaram encantados, com as histórias e casos narradas. Foram tardes inesquecíveis para nós, que podemos perceber a alegria estampada no rosto de cada criança, que levaram um belo aprendizado para casa, que os idosos são, como eles, capazes e que devem, seja na rua, no ônibus, nas praças, nas filas, serem sempre respeitados!  

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Papier Mâché!

Uma das formas artesanais mais expressivas é o papel machê.
O papel machê nasceu na China, cerca de dois mil anos antes de cristo, como forma de armamento de guerreiros. Tempos depois imigrou para a França , como forma de arte, e foi ali primeiramente utilizado para fins decorativos(a palavra papel machê tem origem francês, do termo papier mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado). Na Itália, surgiu como as mascáras do famoso carnaval de Veneza. Na Noruega foi erguida uma Igreja inteiramente feita de papel machê, que durou cerca de 37 anos. Apatir daí esta forma de arte tão antiga, ecológica e simples, foi ganhando espaço e resistiu até os nossos tempos modernos. 
A fabricação do papel machê é muito simples! Você não gasta um tostão e ainda contribui para o meio ambiente:

                                        PAPEL MACHÊ: COMO FAZER  

Hoje existem inúmeras técnicas que ensinam a fabricação do papel machê.  Porém algumas delas deixam a ideia ambientalista morrer, limitando para coleta de papel picado, apenas materiais específicos, como ou papel higiênico ou jornais. Mas a nossa forma ensinada aqui, é a utilizada pela a artesã Valéria Rosa, em que visa a ecologia. O resultado é satisfatório, a sua massa é incrivelmente macia, cheirosa, e resistente. Uma maneira simples de você, também, fazer arte.   


O que você vai precisar :

- Papel picado . A idéia é reaproveitar qualquer tipo de papel anteriormente inútil e que futuramente seria descartado. A proposta é ajudar o planeta.  Portanto você pode utilizar papel de revistas, jornais, rascunhos, folhas usadas...
- Água
- Bacia
- Pano
- Peneira
- Liquidificador
- Cola líquida 
- Desinfetante


Modo de preparo:

Primeiro, pegue o papel picado  e deixe-o de molho na água por 24 horas ou leve o papel ao fogo, e deixe na água fervendo até sua estrutura ficar bem amolecida.







 Depois pegue este papel e jogue no liquidificador com água. Bata tudo até ele ficar com uma aparência pastosa, parecida com a de um papel higiênico molhado.










Agora comece a peinerar, peinere até tirar boa parte da umidade da massa, até ficar bem seca.










 Utilize o pano para tirar totalmente a umidade da massa, torcendo-a, até ela ficar completamente seca.




            











Após a massa ter ficado bem seca, esfarele-a todinha. Feito isso, deposite -a numa vasilha e adicione a ela: cola e uma tampinha de desinfetante.
A artesã Valéria Rosa recomenda que seja usada a cola liquída Cascorez, mais isso fica a gosto de cada.














 Esta deve ser a textura da massa. E enfim, o resultado: está pronto o papel machê!










Agora é com você. Use de toda a sua criatividade para produzir peças. Você pode usar garrafas, latas, embalagem de xampu, caixas de papelão, etc... para revestir com o papel machê e dar vida a um belo artesanato! Não se esqueça, reaproveite o máximo possível. A ideia é RECICLAR.
O Sobrado apresenta diversas peças feitas de papel machê, e também é um amante desssa técnica!

Arte ecológica!

Nós humanos estamos, gradualmente, fazendo um intenso processo de poluição no planeta. Em toda a parte nos deparamos com lixo e mais lixo. Seja nas ruas da cidade, nas praças, na praia, no rio, no mar...
São resíduos lançados na naturezas e que demoram anos e anos para se decompor. 



Diferentemente da natureza, que decompõem tudo que produz, seja restos de animais e plantas, nós humanos não temos esta capacidade. O probelma é que estamos gerando toneladas de lixo todos os dias e não sabemos mais como controlar essa produção. O lixo é jogado de qualquer maneira nos lixões das grandes cidades, jogado de qualquer maneira em lugares públicos, por pessoas ambientalmente falando ignorantes. Esse lixo vai pro rio, pro mar e mata inúmeros animais, seja na terra, seja na água. Sem falar da poluição do ar, que deixa o céu cada dia mais negro pela fumaça lançada por indústrias, despreocupadas com seu patrimônio. Toda essa poluição faz mal para a Terra, faz mal para nós e nossas futuras gerações.  
Mas nos últimos  anos está nascendo uma onda ecólogica, que se preocupa com o nosso lar, e renova nossa conciência sobre o futuro. É um movimento de empresas e entidades que se mostram antenados aos problemas do nosso planeta e move ações para o meio ambiente.
Uma atividade que ganha força é a RECICLAGEM. 
Reciclagem é tranformar um lixo, inútil e descartado, em um objeto útil, ou até mesmo um artesanato. Vários artesãos estão aderindo a este movimento, e produzem suas peças, reaproveitando materias usados.
Um típico exemplo da arte ecológica, é o papel machê, que utiliza papel usado e transorma em artesanato:

Veja o resultado!

  Além do papel, outros artesãos utilizam diferenciados materiais, como a garrafa de refrigerante, a garrafa PET, por exemplo. Assista esse vídeo:


http://www.youtube.com/watch?v=Lb0BV94Zato&feature=related


São ações como essas que nos move a ajudar o planeta e que nos dá a confiança de que salvá-lo é possível. O Sobrado apoia esta causa e na nossa loja está à venda peças ecólogicas, feitas de papel machê, garrafa PET, entre outras...
                                                                                                                                             

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como surgiu Papai Noel? E a tradição de presentear?

Está chegando o Natal. Tempo de nos reunir com a família, de montar nossa árvore, de levar nossos filhos para ver o Papai Noel no shopping, de comprar presentes para o amigo oculto... Bem, lentamente estamos esquecendo o verdadeiro sentido do Natal. 
Mas afinal por que nos presenteamos? Como nasceu o Papai Noel?
Estes fatos estão interligados.
Quem começou este costume de presentear foi um bispo católico, de uma época de mil e setecentos anos átras, seu nome era Nicolau, hoje chamado São Nicolau. 
Os pais de Nicolau, morreram na época por perseguição, pois acreditavam em Jesus Cristo. Herdeiro de uma grande herança e sendo perseguido constantemente, Nicolau dedicou sua vida para pregar a palavra cristã e de ajudar os mais necessitados. 
Um dia ficou sabendo que um pai de família estava muito individado, não tinha dinheiro, e teria que vender suas duas filhas para pagar sua divida.  O pai, que era politeísta, ficou rezando para que seus deuses lhe ajudasse. Nicolau comovido com a situação do homem foi socorrer o pobre desamparado.
Na madrugada do dia 25 subiu no seu telhado e jogou uma boa quantia de dinheiro pela chaminé. O sujeito ouvindo a movimentação no telhado foi logo verificar, e acusou Nicolau de ser um dos credores. Ele lhe acalmou e disse que aquilo era um presente. O homem começou a agradecer a seus deuses. Mas o bom homem interveio dizendo:  "Agradeça a Jesus Cristo, o filho do Deus Único. Hoje é o aniversário dele! Foi por causa dele que você recebeu este presente!" . O pai ficou super contente, e acabou se convertendo para o cristianismo.
A partir disso Nicolau começou a presentear todos os pobres daquela região. Os presentes eram acompanhados de bilhetes que explicavam o motivo daquele acontecimento: alegria por causa do aniversário de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e gratidão a Deus Pai por ter enviado seu Filho ao mundo. Por causa disso, muitos se converteram à fé cristã. 
Foi assim que nasceu a tradição de se presentear e a figura do Papai Noel


O problema foi que as empresas incentivaram e ampliaram a maneira consumista de pensar o Natal.  Assim as pessoas passaram a dar mais atenção aos presentes e a figura do bom velinho e esqueceram o sentido crucial dessa ocasião tão fantástica. O sentido do qual nos reunimos, nos presenteamos,  fazemos a ceia, unimos a familia e do qual São Nicolau semeou no coração de cada um: o nascimento de nosso salvador Jesus Cristo. 
Mas ainda há hoje empresas que se preocupam com este sentido, um exemplo delas é o Sobrado, que promoveu um concurso de presépios entre suas alunas. 
Foram 5 participantes, cada uma criou um presépio artesanalmente, e colocaram em disputa. A vencedora ganhou 50 reais para serem gastos em tinta ou em qualquer artigo de nossa loja e curso gratis por 3 meses, no ano de 2011. E todas as participantes ganharam 2 aulas avulsas para o mês de fevereiro do ano que vem.
Com todo o entusiasmo das participantes, foi possível perceber que o verdadeiro Natal pode nascer nos corações de todos, com pequenas ações como essa. 

Esse foi o grande vencedor
E aqui está a verdadeira figura do Natal: o presépio! E para você, qual é o melhor? 
O Sobrado também disponibiliza à venda, diversos presépios para você que acredita, como nós, no Natal do nascimento.